Até então:

domingo, 31 de agosto de 2014

Velhos, tão velhos.

Levavam a vida parecendo uma dupla de velhos. Vividos, amargurados e cheios de arrependimento. Nem parecia que tinham apenas vinte e poucos anos quando tudo aconteceu...

Não tinham como saber se ficariam juntos. Não acreditavam que pudessem. Não por conflitos externos, mas pelo simples fato de serem quem eram. Tornaram-se céticos e não acreditavam em seus corações. Sentiam-se impotentes e confusos perante sentimentos e atitudes que não conseguiam compreender. Tinham medo. Seus corações estavam de certa forma, em luto. Por tudo que entregaram sem reciprocidade. Por tudo que não foram capazes de dar. Por tudo que não foram capazes de dizer ou demonstrar. Haviam colocado tudo a perder por não acreditar. Ou não?!

Não estavam juntos, por escolha e opção. Meteram os pés pelas mãos. Estavam machucados e ressentidos. Sentiam certo grau de saudade. Certo grau de raiva. Certo grau de culpa. Certo grau de arrependimento. Certo grau de conformidade. E por incrível que pareça combinado com tudo isso; certo grau de indiferença.


E a indiferença os mantinha céticos. O bastante pra não enxergar algo limpidamente claro: Estavam totalmente apaixonados e, até nisso, deixaram de acreditar.


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